segunda-feira, novembro 20, 2017

Revista Visão - 24/02/2005 - Prevê-se que em cada cinco crianças nascidas hoje, três jamais arranjarão emprego estável.

Este texto é um excerto de um artigo de Fernando Dacosta publicado na revista Visão 625 -- 24/02/05.

Uma nova forma de desemprego


Prevê-se que em cada cinco crianças nascidas hoje, três jamais arranjarão emprego estável.

Corrompida, a liberdade imergiu-as em novas (outras) desigualdades, indignidades, como as do crescente, insaciável «triângulo negro» da precarização, escravização, exclusão. Direitos penosamente conquistados (na saúde, na assistência, no trabalho, no ensino, no lazer, na cultura) estão a ser dissolvidos em cascatas de perfumado cinismo light. Os jovens que entram no mundo do emprego fazem-no a prazo, a contrato volátil, vendo-se, sem a mínima segurança, impedidos de construir uma vida própria, entre zappings de subtarefas e de pós-formações ludibriadoras.

O problema não tem no sistema vigente, o que poucos ousam admitir, solução visível. Enquanto isso há quem, para se confundir (confundir), culpabilize por ele a baixa taxa de natalidade e, lestamente, se proponha incentivá-la – incentivá-la para aumentar o número de crianças abandonadas?, para disparar a percentagem de jovens sem ocupação?, para renovar de carne fresca e farta os canhões, as camas, os catecismos, os esclavagismos? Prevê-se, com efeito, que em cada cinco crianças nascidas hoje em Portugal, três jamais arranjarão emprego estável.

A queda, por exemplo, de descontos para a Previdência (que tanta ondulação provoca) não advém da falta de trabalhadores com vontade de fazê-los – aos descontos; advém, sim, da falta de trabalho para serem feitos. Há já mais de 600 mil desempregados «seniores» e de 80 mil jovens à procura do primeiro emprego (40 mil licenciados), sem que ninguém, ao que se observa, se dinamize com isso. Nesta fase, as teses «coelheiras» só iriam agravar, não resolver, os problemas demográficos existentes.

Subir a idade da reforma para os 70 anos (aos 50 um trabalhador começa a ser tratado pelos superiores e colegas como um estorvo), aumentar os horários laborais (a produção tornou-se não insuficiente mas excessiva para o mercado), congelar os salários líquidos (enquanto a inflação os baixa) como defendem certos especialistas (que preservam, no entanto, para si retribuições e reformas milionárias) apenas desarticulará o mecanismo social que a humanidade vem, penosamente, construindo no sentido de tornar a existência mais digna e solidária.

As velhas gerações , a sair de cena, agarram-se às influências que julgam, julgavam, manter, merecer. Disfarçando desesperos, socalcam sem resultados patéticas vias sacras de cunhas, súplicas, empenhos, hipotecas, tráficos. As crispações que não sentiram quando, décadas atrás, iniciaram as suas carreiras (eram de outro tipo as, então, sofridas) experimentam-nas agora em relação à insegurança inquietante dos filhos e netos. Ingénuas, acreditaram que bastava, como no seu tempo, um curso superior para se ficar protegido, promovido. Fizeram os seus tirá-lo sem reparar que as universidades se transformaram de clubes VIP em fábricas massificadoras, cada vez mais vazias de elitismos internos e poderes externos.

Só os filhos-família de famílias dominantes (na direita, no centro e na esquerda, na economia, na política e nos lobbies) dispõem de privilégios garantidos, defendidos.

segunda-feira, novembro 13, 2017

Quando e como é que o povo judeu foi inventado




O historiador Shlomo Sand (à esquerda) afirma que a existência das diásporas do Mediterrâneo e da Europa Central é o resultado de antigas conversões ao judaísmo. Para ele, o exílio do povo judeu é um mito, nascido de uma reconstrução a posteriori sem fundamento histórico.

Shlomo Sand nasceu em 1946 em Linz (Áustria) e viveu os dois primeiros anos da sua vida em campos de refugiados judeus na Alemanha. Em 1948 os seus pais emigram para Israel, onde cresceu. Cursou História, tendo começado na Universidade de Telavive e terminado na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris. Desde 1985 lecciona História Contemporânea na Universidade de Telavive. Publicou em francês «L'Illusion du politique. Georges Sorel et le débat intellectuel 1900 » (La Découverte, 1984), «Georges Sorel en son temps», com J. Julliard (Seuil, 1985), «Le XXe siècle à l'écran» (Seuil, 2004) e «Les mots et la terre. Les intellectuels en Israël» (Fayard, 2006).


Jornal Israelita Haaretz - 21/03/2008


Demolindo uma "Mitologia nacional"



Artigo de Ofri Ilani

Tradução por Atrida

Entre a profusão de heróis nacionais que o povo de Israel produziu ao longo de gerações, a sorte não sorriu a Dahia Al-Kahina que chefiou os Berberes de Aures, na África do Norte. Embora tendo sido uma judia indomável, poucos israelitas ouviram alguma vez o nome desta rainha guerreira que, no século VII da era cristã, unificou várias tribos berberes e chegou mesmo a repelir o exército muçulmano que invadiu o norte de África. A razão poderá estar no facto de Dahia Al-Kahina ter nascido numa tribo berbere convertida (ao judaísmo), ao que parece várias gerações antes do seu nascimento, por volta do século VI.


Segundo o historiador Shlomo Sand, autor do livro «Quando e como é que o povo judeu foi inventado» [Quand et comment le peuple juif a-t-il été inventé?] (aux éditions Resling - em hebraico), a tribo da rainha Dahia Al-Kahina assim como outras tribos do Norte de África convertidas ao judaísmo são a principal origem a partir da qual se desenvolveu o judaísmo sefardita. Esta afirmação, referente às origens dos judeus do Norte de África a partir de tribos locais que foram convertidas – e não a partir de exilados de Jerusalém – é apenas uma componente de uma ampla tese desenvolvida na nova obra de Sand, professor do departamento de História da Universidade de Telavive.


Neste livro, Sand tenta demonstrar que os judeus que vivem hoje em Israel e noutros locais do mundo, não são de forma nenhuma os descendentes do antigo povo que vivia no reino de Judeia na época do primeiro e segundo templo. Eles devem a sua origem, segundo ele, a povos diversos que se converteram ao longo da história em diversos locais da bacia do Mediterrâneo e regiões vizinhas. Não apenas os judeus da África do Norte descenderiam na sua maior parte de pagãos convertidos, mas também os judeus iemenitas (vestígios do reino Himiarita, no sul na península arábica, que se convertera ao judaísmo no século IV), e os judeus Asquenazes da Europa de Leste (refugiados do reino Khazar convertido ao judaísmo no século VIII).

Ao contrário de outros «novos historiadores» que procuraram abalar as convenções da historiografia sionista, Shlomo Sand não se contenta em regressar a 1948 ou aos princípios do sionismo, mas remonta a milhares de anos atrás. Shlomo tenta provar que o povo judeu nunca existiu como um «povo-raça» partilhando uma origem comum, mas que é uma multitude variada de grupos humanos que, em momentos diferentes da história, adoptaram a religião judaica. Segundo Shlomo, para alguns pensadores sionistas, esta concepção mítica dos judeus como um povo antigo conduz a um pensamento verdadeiramente racista: «Existiram na Europa períodos onde, se alguém tivesse declarado que todos os judeus pertenciam a um povo de origem não judia, essa pessoa seria julgada imediatamente como anti-semita. Hoje, se alguém ousa sugerir que aqueles que são considerados judeus no mundo (…) nunca constituíram e não constituem nem um povo nem uma nação, seria imediatamente denunciado como uma pessoa que odeia Israel.»


De acordo com Shlomo Sand, a descrição dos judeus como um povo de exilados, errante e mantendo-se à parte, que «vagueando sobre mares e terras, chegaram ao fim do mundo e que, finalmente, com a chegada do sionismo, fazem meia-volta para retornar em massa à sua terra órfã», esta descrição é necessária a uma «mitologia nacional». Tanto como outros movimentos nacionais na Europa, que revisitaram uma sumptuosa idade de ouro para em seguida, graças a ela, fabricar o seu passado heróico – por exemplo, a Grécia clássica ou as tribos teutónicas – a fim de provar que eles existiam há muito, «tal como, os primeiros brotos do nacionalismo judeu se viraram para essa luz intensa cuja fonte era o reino mitológico de David.»


Mas então, quando é que o povo judeu foi realmente inventado, segundo a tese de Sand? «Na Alemanha do século dezanove, num determinado momento, os intelectuais de origem judaica, influenciados pelo carácter 'volkiste' do nacionalismo alemão, atribuíram-se a missão de fabricar um povo "retrospectivamente", com o desejo de criar uma nação judaica moderna. A partir do historiador Heinrich Graetz, os intelectuais judeus começam a delinear a história do judaísmo como a história de um povo que tinha um carácter nacional, que se tornou um povo errante e que finalmente fez meia-volta para regressar à sua pátria.»



Entrevista a Shlomo Sand conduzida por Ofri Ilani

Ofri: De facto, o essencial do seu livro não trata da invenção do povo judeu pelo nacionalismo moderno mas da questão de saber de onde vêm os judeus.

Shlomo: O meu projecto inicial consistia na análise de uma categoria específica de materiais historiográficos modernos e examinar como foi inventada a ficção do povo judeu. Mas assim que comecei a confrontar as fontes históricas deparei-me com contradições. E foi isso que me impeliu: embrenhei-me no trabalho sem saber a que conclusões chegaria. Analisei documentos originais de modo a examinar a atitude de autores antigos - aquilo que haviam escrito a propósito da conversão.

Shlomo Sand, historiador do século XX, tinha até agora estudado a história intelectual da França moderna (no seu livro “L'intellectuel, la vérité et le pouvoir“ [O intelectual, a verdade e o poder], Am Oved ed. , 2000 - em hebraico), e a relação entre o cinema e a história política («Le cinéma comme Histoire» ["O cinema como História] Am Oved, 2002 – em hebraico). De forma pouco comum para historiadores de profissão, ele debruça-se, no seu novo livro, sobre os períodos que ele nunca tinha estudado - geralmente apoiando-se em pesquisadores anteriores que têm avançado com posições não ortodoxas sobre as origens dos judeus.


Ofri: Especialistas da história do povo judeu afirmam que você se ocupa de temas que não compreende e que se baseia em autores que não consegue ler no texto original.

Shlomo: É um facto que sou um historiador da França e da Europa, e não da Antiguidade. Sabia que assim que me ocupasse de períodos antigos como esses, ficaria exposto a críticas assassinas vindas de historiadores especializados nesses campos de estudo. Mas disse a mim próprio que não me poderia apoiar apenas em material historiográfico moderno sem examinar os factos que esse material descreve. Se não o tivesse feito eu próprio, teria sido necessário esperar o tempo de uma geração. Se tivesse continuado a trabalhar sobre França, talvez tivesse obtido uma cátedra na universidade e uma glória provincial. Mas tinha decidido renunciar à glória.

«Após o povo ter sido exilado à força da sua própria terra, permaneceu-lhe fiel em todos os países da sua dispersão e não cessou de orar e esperar o seu regresso à terra para aí restaurar a sua liberdade política»: eis o que afirma o preâmbulo da Declaração de Independência [de Israel]. É também a citação que abre o terceiro capítulo do livro de Shlomo Sand "A Invenção da Diáspora". De acordo com Sand, o exílio do povo judeu da sua própria terra nunca teve lugar.


«O paradigma supremo do exílio era necessário para que se construísse uma memória de longo prazo na qual um povo-raça imaginário e exilado é colocado na continuação directa do "Povo do Livro" que o antecedeu», Sand explica. Sob a influência de outros historiadores que se debruçaram nos últimos tempos sobre esta questão, ele afirma que o exílio do povo judeu é, na origem, um mito cristão, que descreve o exílio como uma punição divina castigando os judeus pelo pecado de terem rejeitado o evangelho cristão.

Shlomo: Comecei a procurar livros sobre o exílio – um acontecimento fundador na História Judaica - quase como o genocídio; mas, para meu grande espanto, descobri que não existia literatura sobre o tema. O motivo é que ninguém exilou um povo desta terra. Os Romanos não deportaram povos e não o poderiam ter feito mesmo que o pretendessem. Não tinham nem comboios nem camiões para poder deportar populações inteiras. Uma logística dessas não existiu antes do século XX. Foi, de facto, a partir daí que surgiu o meu livro: da compreensão que a sociedade judaica não tinha sido dispersa nem exilada.


Ofri: Se o povo não foi exilado, está na realidade a afirmar que os verdadeiros descendentes dos habitantes do reino da Judeia são os Palestinianos.

Shlomo: Nenhuma população se mantém pura ao longo de um período de milhares de anos. Mas a possibilidade de que os Palestinianos sejam os descendentes do antigo povo da Judeia são bastante maiores que a possibilidade que você ou eu [ambos judeus] o sejamos. Os primeiros sionistas, até à insurreição árabe [1936-1939], sabiam que não existira nenhum exílio e que os Palestinianos eram os descendentes dos habitantes da região. Eles sabiam que os camponeses não partem de um local a não ser que sejam expulsos. Até Yitzhak Ben Zvi, o segundo presidente do Estado de Israel, escreveu em 1929 que "a grande maioria dos fellahs (camponeses árabes) não são originários dos invasores árabes mas, muito antes disso, dos fellahs judeus que constituíam a maioria da região".


Ofri: E como é que milhões de judeus apareceram à volta do Mediterrâneo?

Shlomo: O povo não se disseminou, foi a religião judaica que se propagou. O judaísmo era uma religião prosélita (que convertia outras pessoas à sua religião). Contrariamente ao que se pensa, no judaísmo antigo exista uma vontade muito forte de converter. Os Hasmoneanos foram os primeiros a começar a criar grande número de judeus por meio de conversões massivas, sob a influência do helenismo. São estas conversões, desde a revolta dos Hasmoneanos até à de Bar Kochba, que prepararam o terreno para a posterior difusão massiva do Cristianismo. Após o triunfo do Cristianismo, no século IV, o movimento de conversão ao judaísmo foi travado no mundo cristão e houve uma diminuição brutal do número de judeus. Pode-se supor que muitos judeus convertidos na zona mediterrânica se tenham tornado cristãos. Então, o judaísmo começa a difundir-se noutras regiões pagãs - por exemplo, no Iémen e no norte de África. Se isto não tivesse sucedido - se o judaísmo não se tivesse continuado a converter no mundo pagão – teria ficado uma religião completamente marginal, se é que não teria mesmo desaparecido.


Ofri: Como é que chegou à conclusão que os judeus do Norte de África são descendentes de Berberes convertidos?

Shlomo: Interroguei-me por que razão comunidades judaicas tão importantes podiam ter surgido em Espanha. Reparei então que Tariq Ibn-Ziyad, comandante supremo dos muçulmanos que invadiram a Espanha, era berbere e que a maioria dos seus soldados eram também berberes. O reino berbere judeu de Dahia Al-Kahina fora vencido apenas 15 anos antes. E a verdade é que há diversas fontes cristãs que declaram que muitos de entre os invasores de Espanha eram convertidos ao judaísmo. A origem da grande comunidade judaica de Espanha eram estes soldados berberes convertidos ao judaísmo.

Segundo Sand, o contributo demográfico mais decisivo para a população judaica no mundo deu-se na sequência da conversão do reino khazar - o vasto império estabelecido na Idade Média nas estepes circundantes do rio Volga e que, no auge do seu poder, dominava desde a actual Geórgia até Kiev. No século VIII os reis khazares adoptaram a religião judaica e fizeram do hebreu a língua escrita do reino. A partir do século X o reino estava já enfraquecido e no século XIII foi derrotado em toda a linha pelos invasores mongóis e o destino da sua população judaica perde-se então nas brumas.


Shlomo Sand revisita a hipótese, já avançada por historiadores dos séculos XIX e XX, segundo a qual os khazares convertidos ao judaísmo seriam a principal origem das comunidades judaicas da Europa de Leste: «No início do século XX há uma grande concentração de judeus na Europa de Leste; só na Polónia são três milhões», afirma. «A historiografia sionista pretende que a sua origem provém da comunidade judaica mais antiga da Alemanha, mas essa historiografia não explica por que motivo o reduzido número de judeus originários da Europa Ocidental - de Mainz e Worms - pôde fundar o povo yiddish da Europa de Leste; na verdade, os judeus da Europa de Leste são uma mistura de khazares e eslavos rechaçados para Ocidente


Ofri: Se os judeus da Europa de Leste não são originários da Alemanha porque é que falavam yiddish, que é uma língua germânica?

Shlomo: Os judeus, a leste, formavam um grupo que dependia da burguesia alemã e foi dessa forma que adoptaram palavras alemãs. Aqui, apoio-me nas investigações do linguista Paul Wechsler, da Universidade de Telavive, que demonstrou que não existe ligação etimológica entre a língua judaica alemã da Idade Média e o yiddish. O Rabi Yitzhak Bar Levinson, já em 1928, dizia que a antiga língua dos judeus não era o yiddish. Até Ben Tzion Dinour, pai da historiografia israelita, não tinha problemas em apontar os khazares como a origem dos judeus da Europa de Leste, descrevendo a Khazaria como a "mãe das comunidades de exílio" na Europa de Leste. No entanto, desde 1967 que qualquer pessoa que fale dos khazares como sendo os antepassados dos judeus da Europa de Leste é encarado como bizarro e delirante.


Ofri: Na sua opinião, porque é que a ideia de uma origem khazar é tão ameaçadora?

Shlomo: É evidente que o receio se prende com a contestação do direito histórico sobre esta terra [Israel]. Revelar que os judeus não vieram da Judeia parece reduzir a legitimidade da nossa presença aqui. Desde o início do período de descolonização, os colonos não podem vir simplesmente dizer: «viemos, vencemos e agora somos daqui» - como também afirmaram os americanos, os brancos da África do Sul e os australianos. Existe um receio profundo que seja posta em causa o nosso direito à existência.


Ofri: E esse receio não tem fundamento?

Shlomo: Não. Não creio que o mito histórico do exílio e da errância seja a origem da minha legitimidade em estar aqui [em Israel]. Para mim é indiferente saber que sou de origem khazar. Não receio este abalar da nossa existência pois penso que a natureza do Estado de Israel ameaça de forma bem mais grave a sua existência. O que pode fundar a nossa existência aqui não são direitos históricos mitológicos mas o facto de virmos a estabelecer aqui uma sociedade aberta, uma sociedade do conjunto de todos os cidadãos israelitas.


Ofri: No fundo, afirma que não existe um povo judeu.


Shlomo: Não reconheço um povo judeu internacional. Reconheço um "povo yiddich" que existia na Europa de Leste, que não é uma nação mas onde é possível ver uma civilização yiddish com uma cultura popular moderna. Penso que o nacionalismo judeu se desenvolveu a partir desta base yiddish. Reconheço igualmente a existência de uma nação israelita e não contesto o seu direito à soberania. Mas o sionismo, tal como o nacionalismo árabe ao longo dos anos, não estão preparados para o reconhecer.



Do ponto de vista do sionismo, este Estado não pertence aos seus cidadãos, mas sim ao povo judeu. Reconheço uma definição de Nação: um grupo humano que pretende viver de forma soberana. Mas a maioria dos judeus em todo o mundo não quer viver no Estado de Israel, apesar de nada os impedir a que o façam. Assim, não se pode ver neles uma nação.



Ofri: O que é que existe de perigoso no facto de os judeus imaginarem que pertencem a um só povo? Por que razão isso seria errado?


Shlomo: No discurso israelita sobre as suas raízes existe uma dose de perversão. É um discurso etnocêntrico, biológico, genético. Mas Israel não tem existência como estado judaico: se Israel não se desenvolve e se transforma numa sociedade aberta e multicultural, teremos um Kosovo na Galileia. A consciência de um direito sobre este local deve ser mais flexível e variada e se eu contribuí com este livro para que eu próprio e os meus filhos possamos viver aqui com os outros, neste Estado, numa situação mais igualitária, terei feito a minha parte.



Devemos começar a trabalhar duramente para transformar este local que é o nosso numa república israelita, onde nem a origem étnica nem a crença serão pertinentes à luz da lei. Quem conhece as jovens elites entre os árabes de Israel pode constatar que eles não concordam em viver num Estado que proclama que não é o seu. Se fosse palestiniano rebelar-me-ia contra um tal Estado, mas é também como israelita que me rebelo contra este Estado.




Ofri: A questão que se põe é saber se, para chegar a tais conclusões, seria necessário ir até ao reino dos Khazars e ao Reino Himiarita.


Shlomo: Não escondo que sinto um grande incómodo em viver numa sociedade em que os princípios nacionais que a dirigem são perigosos e que esse incómodo serviu de motor para a minha pesquisa. Sou cidadão deste país mas também sou historiador e, enquanto historiador, tenho obrigação de escrever a História e de examinar os textos. Foi isso que fiz.


Ofri: Se o mito do sionismo é o mito do povo judeu que retornou do exílio a esta terra, qual será o mito do Estado que imagina?

Shlomo: Um mito de futuro é, a meu ver, preferível a mitologias do passado e de se fechar em si próprio. Para os americanos, e também para os europeus de hoje, o que justifica a existência de uma Nação é a promessa de uma sociedade aberta, avançada e opulenta. Os condimentos israelitas existem mas há que lhes acrescentar, por exemplo, festas que reúnam todos os israelitas. Reduzir um pouco os dias comemorativos e acrescentar dias consagrados ao futuro. E também, por exemplo, acrescentar uma hora para comemorar a Nakba (literalmente, a "catástrofe" – o termo palestiniano para aquilo que aconteceu quando Israel foi fundado], entre o Dia do Senhor e o Dia da Independência.
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segunda-feira, novembro 06, 2017

Quadratura do Círculo [19-10-2017] - Pacheco Pereira: “Eu quero saber o que é que criou 500 fogos [no dia 15 de Outubro] naqueles concelhos.”

Quadratura do Círculo [19-10-2017] - Pacheco Pereira: "Eu, por exemplo, gostava de saber, gostava que fosse feito um inquérito ao que aconteceu nestes dias. Porque há cada vez mais uma tese conspirativa sobre os fogos… Eu não estou certo de que essa tese conspirativa de alguma maneira tenha sentido, mas gostava de saber mais sobre o que aconteceu. Porque, há aqui também um aspecto que não está esclarecido… Eu quero saber o que é que criou 500 fogos naqueles concelhos." [46:27 m – 49:00 m]




http://sicnoticias.sapo.pt/programas/quadratura/2017-10-20-Quadratura-do-Circulo-19-10-2017

segunda-feira, outubro 30, 2017

Uma parte significativa dos fundos para a prevenção de incêndios vai parar, de forma fraudulenta, a um grupo de empresas de extinção de fogos com um passado legal mais do que duvidoso – O Cartel do Fogo.



Daniel Toledo – 19-10-2017

Parece difícil relacionar os 64 mortos, 200 feridos e 53.000 hectares que sucumbiram ao incêndio em Pedrógão Grande em junho de 2017, com uma série de reuniões informais convocadas todos os anos desde 2001 por um grupo de empresários espanhóis no hotel El Cruce, numa saída da Autovia da Andaluzia, em Manzanares (Ciudad Real). Na verdade, parece complicado relacionar as mortes de Pedrógão e a área queimada pelos incêndios em Portugal e Espanha só neste ano - 118 mil hectares em Portugal - com outras causas que não sejam a inépcia política, os interesses comerciais locais ou dos pequenos proprietários, a plantação descontrolada de eucalipto ou dos pirómanos. No entanto, tudo aponta para o facto de que os incêndios que devastam a Península Ibérica todos os anos se alimentam não apenas de oxigénio e madeira, mas sobretudo de corrupção.

Esta é a conclusão a que se chega se se estudam as investigações de corrupção na adjudicação de contratos públicos de combate a incêndios em Valência, Andaluzia, Baleares, Extremadura, Castela e Leão, Castilla-La Mancha, Galiza, Canárias, Catalunha e Aragão. Em Portugal, começam a haver denúncias de casos semelhantes, inclusivamente com os mesmos protagonistas de Espanha, representados por particulares e por trabalhadores de empresas públicas e privadas de combate a incêndios. Existe até um processo aberto desde 2015 que mantém como acusado o ex-ministro da administração interna portuguesa Miguel Macedo. É um modus operandi que se espalhou para outros países como Itália, França e até Chile, mas em todos há um denominador comum: todos têm a marca Espanha.


Artigo completo:

EL CÁRTEL DEL FUEGO. Quemando dinero público en España y Portugal, por Daniel Toledo

quinta-feira, outubro 26, 2017

TVI24 - Na Galiza, um homem gravou em vídeo o momento impressionante em que foi ateado um incêndio a uma floresta. Em poucos minutos aparecem cinco pequenas fogueiras, em linha recta e à mesma distância umas das outras ao longo da lateral de uma montanha.



Este vídeo demonstra a técnica e o grau de sofisticação na ignição de fogos, utilizando provavelmente dispositivos incendiários activados por controlo remoto, e demonstrando que existe uma máfia organizada poderosa financeiramente que está por trás destes acontecimentos - o Cartel do Fogo.

Só desta forma seria possível atear os cerca de 550 fogos num único dia - 15 de Outubro de 2017 - que em Portugal provocaram 45 mortos e 50.000 hectares ardidos. O silêncio continuado dos "nossos" políticos sobre este Cartel do Fogo, continuando a culpar pelos incêndios pirómanos com problemas mentais e queimadas feitas por agricultores, confirma a conivência de políticos de todos de todos os quadrantes com a máfia assassina que tem vindo a chacinar portugueses e a destruir o nosso país.


Galiza - O momento impressionante em que foi ateado um incêndio a uma floresta. Em poucos minutos aparecem cinco pequenas fogueiras, em linha recta e à mesma distância umas das outras ao longo da lateral de uma montanha:

segunda-feira, outubro 23, 2017

Só por ingenuidade se pode imaginar que na origem dos quase 600 fogos de 15 de Outubro de 2017 estejam pirómanos com problemas mentais ou queimadas feitas por agricultores...

No dia 15 de Outubro de 2017, quase 600 incêndios foram ateados em Portugal e provocaram até agora 44 mortos e 64.000 hectares ardidos (640 quilómetros quadrados). Só por ingenuidade se pode imaginar que na origem destes 600 fogos estejam pirómanos com problemas mentais ou queimadas feitas por agricultores... Os muitos testemunhos e a descoberta de artefactos incendiários com elevado grau de sofisticação apontam inequivocamente para um Cartel do Fogo dotado de poderosos recursos e com conivências nas cúpulas partidárias nacionais que se mantêm criminosamente em silêncio sobre esta máfia assassina.


Jornal Público – 11/2/2017 - Empresa convidada por Miguel Macedo suspeita de pertencer a organização criminosa-transnacional (Cartel do Fogo):


Uma empresa que, graças ao ex-ministro da Administração Interna Miguel Macedo, teve acesso ao caderno de encargos de um concurso público ligado ao combate aos incêndios três meses antes de ele ser público foi acusada pela justiça espanhola de fazer parte de uma organização criminosa que actuava não só no país vizinho como também em Portugal e em Itália.

No interrogatório judicial a que foi sujeito, o antigo governante garantiu desconhecer quaisquer ligações do grupo espanhol àquilo que ficou conhecido em Espanha como o Cartel do fogo. Mas isso não impediu o Ministério Público português de o acusar de vários crimes, por causa deste e de outros episódios passados na altura em que era ministro. No julgamento do processo dos vistos gold, que começa na próxima segunda-feira, responde por três crimes de prevaricação e um de tráfico de influência. Que nega, assegurando que nunca favoreceu ninguém. A empresa, porém, não chegou a apresentar qualquer proposta para o concurso, mas foi mais subcontratada pela empresa vencedora, a Everjets.

"Agi sem intenção de beneficiar fosse quem fosse", repetiu Miguel Macedo quando foi interrogado. Como explica, então, ter enviado para a Faasa, a tal empresa espanhola, o caderno de encargos do concurso público para operação e manutenção dos helicópteros Kamov, antes de tornar o documento público? Perguntaram-lhe os procuradores encarregues da investigação. Macedo respondeu que estava apenas a tentar evitar que o concurso ficasse deserto, como já tinha sucedido uma vez, e os fogos por apagar. Foi de resto por isso também que se encontrou com os responsáveis da Faasa em casa do amigo Jaime Gomes, com quem eles já mantinham relações. "Queria que fosse uma reunião informal", descreveu. Os procuradores recordaram-lhe que a empresa está envolvida neste momento num escândalo em Espanha: foi acusada, juntamente com outras cinco, de prática de cartel não só naquele país como em Portugal e Itália para vencer concursos.


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José Gomes Ferreira – SIC Notícias: "O problema dos incêndios é haver muitas ignições. O problema é alguém querer que a floresta arda. O problema é haver crime em alta escala e só não vê quem não quer."

"Porque não é feita uma auditoria para perceber quanto dinheiro é gasto no combate aéreo aos fogos; quanto dinheiro é gasto em equipamento para os bombeiros; quais são as empresas que vendem esses equipamentos; quanto é que é gasto nesse mercado... e continuam a discutir porque é que as pessoas não limpam os quintais e fazem lá queimadas. Estão a gozar com os portugueses…"


José Gomes Ferreira – SIC Notícia (3:17 m)

https://youtu.be/s6CVqZtcCt4


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Artefactos incendiários encontrados e o paradigma dos fogos em Portugal

https://youtu.be/O3FU3mbKFm4

quinta-feira, outubro 19, 2017

A conivência dos "nossos" políticos com a organização terrorista que agrediu tão barbaramente o nosso país.

Este ano, Portugal sofreu ataques de características militares por parte de um Cartel do Fogo, com recurso a engenhos sofisticados de ignição de fogos, que devastaram quase metade do país e provocaram mais de 100 mortos. O silêncio total de governantes e líderes da oposição sobre este facto, continuando a apontar como principais causas dos fogos a falta de limpeza das florestas e a acção de pirómanos com problemas mentais, revela a conivência destes políticos com a organização terrorista que agrediu tão barbaramente o nosso país.


Vieira de Leiria, domingo, 15 de Outubro às 17:00 horas

Vários comandantes de bombeiros, jornalistas e outras testemunhas viram e encontraram vários tipos de sofisticados engenhos de ignição de fogos tais como: dispositivos incendiários que eram lançados de pequenos paraquedas, dispositivos incendiários que estavam no terreno e eram activados por controlo remoto, etc. Estes engenhos puderam criar rapidamente um elevado número de grandes frentes de incêndio. No domingo, 15 de Outubro de 2017, deflagraram mais de 500 fogos em quase todo o país. Só uma poderosa organização criminosa com recurso a meios sofisticados poderia levar a cabo tal "empreendimento".

À esquerda, o vice-presidente da Liga dos Bombeiros, Adelino Gomes, um jornalista ao centro, e à direita, Marta Soares, presidente da Liga dos Bombeiros, falam da existência de uma organização terrorista e dos engenhos incendiários que encontraram e testemunharam.


Mas a esmagadora maioria dos políticos, do governo e da oposição, quando confrontados por estes factos por alguns jornalistas, esquivam-se a uma resposta directa e falam exclusivamente na falta de limpeza das florestas e na acção de pirómanos isolados com problemas mentais. Esta atitude silenciadora é claramente reveladora de conluio com o Cartel do Fogo. Estes políticos, cúmplices de assassínio e de ofensas extremamente graves ao país, devem ser julgados por crime de Traição à Pátria, Crimes contra a Humanidade, e fuzilados.

E, com raras excepções, as televisões e os jornais também silenciam a existência desta organização criminosa. Para tal, contam com equipas de "comentadores" – bandos de papagaios pagos para mentir, distorcer e omitir factos.

Alguns "comentadores"


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Jornal EL MUNDO - 15 de Outubro de 2017


... El 'cartel del fuego' - En los momentos cruciales de un macro incendio forestal, el apoyo aéreo es imprescindible. Portugal, al ser un país relativamente pequeño, incapaz de mantener una flota que pueda responder a todos los incendios registrados cada verano, recurre al sector privado. El problema surge cuando las empresas conspiran para manipular los concursos públicos, delito que la Policía Judicial lusa cree que ha sido cometido por la rama portuguesa del conocido cartel del fuego español.

La investigación de la PJ confirma la información adelantada por EL MUNDO hace un año: empresas nacionales amañaron los concursos públicos en España, Portugal e Italia.

Según fuentes judiciales, en Portugal el cartel contó con un coordinador nativo que, a lo largo de los últimos 12 años, podría haber amañado contratos públicos por valor de 821 millones de euros. El precio, obviamente inflado por muchas de las adjudicaciones, dio lugar a una investigación del Tribunal de Cuentas portugués...


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terça-feira, outubro 17, 2017

A Indústria dos Incêndios continua a lucrar e a assassinar.

A Indústria dos Incêndios utiliza fundamentalmente dois instrumentos para fomentar os seus negócios:

a) Tecnologia sofisticada para fazer despoletar rapidamente incêndios em largas frentes e;

b) Governantes que tudo fazem para sabotar os meios de combate aos incêndios.



15 de Outubro de 2017 – O secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes afirmou: "Têm de ser as próprias comunidades a ser proativas e não ficarmos todos à espera que apareçam os nossos bombeiros e aviões para nos resolver os problemas. Temos de nos autoproteger".



Segunda-feira, 16 de Outubro de 2017 – A ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa – "Para mim seria mais fácil, pessoalmente, ir-me embora e ter as férias que não tive, mas agora não é altura de demissões", afirmou a ministra aos jornalistas, depois de questionada várias vezes sobre as suas condições para permanecer no cargo. A ministra defendeu também que "as comunidades têm de se tornar resilientes às catástrofes".


16 de Outubro de 2017 – Uma hora depois de ter chegado à Proteção Civil, o primeiro-ministro saiu e falou aos jornalistas para garantir que a ministra da Administração Interna fica e que o problema que é preciso resolver é estrutural. Se a ministra "não tivesse condições para ficar, eu não estava aqui ao lado dela", disse António Costa, sublinhando mesmo que "é infantil pensar que consequências políticas significam demissões". E foi mais longe, o primeiro-ministro, assumindo que desastres como o de Pedrógão, em que morreram 64 pessoas, e o de hoje, em que mais cinco pessoas perderam a vida, vão continuar a acontecer.

"Desejo que não haja mais mortes", afirmou o líder do governo, "mas há muitos feridos e pessoas desaparecidas", pelo que disse não poder garantir que o número não iria aumentar. E apontou a reforma das florestas como solução para problemas que se acumulam há décadas e que não têm resolução simples ou rápida. "Seguramente situações destas vão repetir-se", disse claramente, questionado sobre a necessidade de impedir novas tragédias. "Não há soluções mágicas e não vale a pena iludir os portugueses sobre um problema que se acumulou durante décadas." “Para além disso, existem as segundas responsabilidades: os comportamentos dolosos e negligentes”, acrescentou. E os portugueses entendem, acredita Costa, como terão de perceber, "porque são adultos, que os governos não têm varinhas mágicas".


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https://youtu.be/GpqVy0GSs4k




https://youtu.be/w2nX-XPNZfY

quarta-feira, outubro 11, 2017

Documentário «Zero: Uma Investigação sobre os atentados de 11 de Setembro» revela o embuste da versão oficial do governo americano sobre o "ataque terrorista islâmico".

Este documentário põe a nu a teoria da conspiração oficial em que dúzia e meia de islamistas, provenientes das cavernas do Afeganistão, conspiraram para atacar a América, utilizando aviões comerciais como mísseis e iludindo completamente a mais eficaz defesa militar e a mais poderosa força aérea do planeta.


O documentário integral legendado em português (brasileiro) (1:40:38)



Zero: Uma Investigação ao 11 de Setembro [Zero: An Investigation into 9/11] defende que a versão oficial dos eventos que rodearam os ataques do 11 de Setembro não pode ser verdadeira. Este documentário explora as mais recentes provas científicas e revela dramaticamente novas testemunhas que põem directamente em causa a versão do Governo norte-americano.

Este documentário-inquérito, que reagrupou um painel inédito de especialistas da associação americana ReOpen911 - centenas de cientistas, arquitectos, pilotos, engenheiros, políticos e militares, beneficia, igualmente, da participação excepcional de Dário Fo, Prémio Nobel da literatura em 1997, e de Gore Vidal, escritor e argumentista norte-americano.

O documentário, já projectado em dezenas de salas de cinema e Itália, foi difundido, extra-competição, no Festival do Cinema de Roma (em 2007) onde recebeu críticas unanimemente positivas, retomadas pelo conjunto da imprensa italiana:

Il Corriere della Sera - «Organizado principalmente via Internet, o movimento pela verdade sobre o 11 de Setembro reúne cada vez mais personalidades, políticos e cientistas através do mundo. Apoiando-se tanto num trabalho de recolha de informação por um lado e de crítica racional por outro, as incoerências, as omissões e as manipulações da versão oficial [do 11 de Setembro] foram amplamente postas em evidência. Um conjunto de contradições, de lacunas e de omissões duma gravidade impressionante. Confirmando que a versão oficial mete água por todos os lados.»

A tragédia do 11 de Setembro de 2001 permitiu a justificação de duas guerras ilegais, o aumento drástico dos orçamentos militares, e também colocou em causa a questão das liberdades individuais. Este acontecimento moldou a geopolítica deste princípio de século. Donde, as dúvidas sobre a teoria do complot islamita para perpetrar os atentandos são cada vez maiores em todo o mundo.

O euro-parlamentar socialista Giulietto Chiesa exibiu, em Fevereiro de 2008, no Parlamento Europeu, o documentário "Zero: Uma Investigação ao 11 de Setembro":

Os oradores convidados no debate sobre o documentário no Parlamento Europeu