segunda-feira, janeiro 23, 2017

Sob o ponto de vista legal, temos o direito de não pagar os empréstimos bancários - da casa, do carro, etc...

Em 1969, no Estado de Minnesota (EUA), o juiz Martin V. Mahoney sentenciou que o comprador da uma casa, Jerome Daly, tinha o direito de não pagar as prestações que devia ao banco porque este, na realidade, não lhe tinha emprestado nada.

Em 1969, houve um caso na justiça do Estado de Minnesota (EUA) envolvendo um homem chamado Jerome Daly, que recorreu da execução da hipoteca da sua casa [apreensão judicial da casa para garantir o pagamento da dívida], pedido pelo banco que lhe tinha feito um empréstimo para que ele a comprasse. O argumento utilizado por Daly foi de que o contrato da hipoteca exigia que ambas as partes, ele e o banco, dispusessem de uma forma legítima de propriedade para a transacção. Em linguagem legal, tal é chamado de contraprestação [nos contratos bilaterais, a prestação a que uma das partes se obriga sendo correspondente à prestação da outra parte].

O Sr. Daly explicou que, na verdade, o dinheiro não era propriedade do banco, porque tinha sido criado a partir do nada no momento em que o empréstimo foi assinado. O que os bancos fazem, ao emprestar dinheiro, é aceitar notas promissórias em troca de créditos. As reservas não são alteradas pelas transacções do empréstimo, mas os créditos de depósitos são considerados novas adições ao total de depósitos do sistema bancário. Por outras palavras: O dinheiro não surge a partir de bens existentes. O banco está simplesmente a inventá-lo, não pondo nada de seu, excepto um passivo teórico em papel.




À medida que o processo em tribunal avançava, o presidente do banco, o Sr. Morgan, testemunhou. E no memorando pessoal do juiz, este escreveu que o presidente do banco admitiu que, de forma combinada com o Banco da Reserva Federal, o banco criou o dinheiro e o crédito como uma entrada contabilística. O dinheiro e o crédito apareceram quando o criaram. O Sr. Morgan admitiu que não existia nenhuma lei ou estatuto na lei americana que lhe dava o direito de fazer isso. Deve existir uma contraprestação legal que seja um meio de pagamento para sustentar a nota promissória. O júri chegou à conclusão de que não existia nenhuma contraprestação legal e concordou. O Sr. Morgan acrescentou poeticamente: "Só Deus pode criar alguma coisa de valor a partir do nada". E perante esta revelação, o tribunal rejeitou a reivindicação do banco para a execução da hipoteca e o Sr. Daly manteve a sua casa.

As implicações da decisão deste tribunal são imensas, porque cada vez que se pede dinheiro emprestado a um banco, seja um empréstimo com garantia hipotecária ou uma compra com o cartão de crédito, o dinheiro que nos é dado não é apenas contrafeito (falsificado), mas é também uma forma ilegítima de contraprestação e portanto invalida o contrato de o reembolsar, porque, para começar, o banco nunca possuiu esse dinheiro.

Infelizmente estas vitórias legais são suprimidas e ignoradas. E o jogo da perpétua transferência de riqueza e da dívida perpétua continua.


quarta-feira, janeiro 18, 2017

Prof. Massano Cardoso - O mundo vai ter que mudar em breve. Como? Da maneira habitual, à força, à bruta, com violência libertadora - por mim, não me importo de regressar à véspera de um qualquer "1789"



Desespero

No Quarta República

Artigo do Professor Massano Cardoso


Noto uma onda de desespero, vejo nuvens aterradoras, negras, pesadas, sinto a força de um vento destruidor, cruzo-me com almas sem alento e sem esperança e toco em corpos febris tremendo de frio e nem sei se de fome também. O mundo que me cerca está diferente, vazio de alegria e esfomeado de justiça e de dignidade.

A natureza humana, a selvagem, a destruidora, consegue vencer os defensores da igualdade e da liberdade, que, humilhados, olham silenciosos uns para os outros sem compreender muito bem o que está a acontecer. O mundo regrediu, os valores e princípios filhos de revoluções libertadoras foram apagados. O mundo rege-se por uma velha ordem que pensavam ter sido destruída. Não, não foi, apenas hibernou e, agora, regressa com força, com violência, com raiva impondo os seus desejos e ignorando os direitos e valores daquilo que se poderia esperar da dignidade humana.

O mundo vai ter que mudar em breve. Como? Da maneira habitual, à força, à bruta, com a violência libertadora, com a única arma que lhe resta para fazer afronta ao comportamento ameaçador e destruidor de forças primitivas.

Esperar por soluções "civilizadas"? Impossível. Essas soluções constituem o garante da sobrevivência do "ancien régime", que regressou das profundezas do Hades com uma força que nunca teve nos seus velhos tempos. Solução drástica? Talvez. Comportamento pessimista? Talvez. Exagero de apreciação? Talvez. Pode ser tudo isso, mas o mundo "civilizado" em que vivemos tem de ser morto, digo morto e não apagado, e mesmo assim tenho receio da sua capacidade para ressuscitar novamente no eterno retorno de vida e morte. Por mim, não me importo de regressar à véspera de um qualquer "1789" [tem início a Revolução Francesa]. Se for preciso, porque não? Mesmo que isso custe sofrimento ou mesmo a vida é sempre preferível do que viver neste teatro de faz-de-conta, onde a honra, a lealdade, o respeito e a dignidade humana deixaram de ter significado ou valor.

Viver assim cansa, e é fonte de desespero.

segunda-feira, janeiro 16, 2017

Como os banqueiros, possuindo o monopólio de contrair ou expandir a oferta de moeda, conseguem apoderar-se de toda a riqueza do mundo



Nos Estados Unidos, representantes dos maiores financeiros europeus lutaram durante muito tempo pelo estabelecimento de um Banco Central que estivesse sob o seu controlo e que emitisse a sua própria moeda. Ao fim de muitas dezenas de anos conseguiram-no.

A seguir, extractos do vídeo «The Money Masters» onde se pode verificar que as recessões na América foram sempre resultado de violentas contracções deliberadas de dinheiro em circulação pelos bancos centrais. Para que se perceba o que se está a passar hoje e quem são os culpados:





Por outras palavras, os Senhores do Dinheiro [The Money Changers] queriam duas coisas: a reinstituição de um banco central sob o seu controlo exclusivo e uma moeda americana [emitida por eles] suportada pelo ouro. A sua estratégia era dupla: primeiro, causar uma série de pânicos para tentar convencer o povo americano que só um controlo centralizado da oferta de moeda poderia fornecer estabilidade económica e, em segundo lugar, retirar tanto dinheiro do sistema que a maior parte dos americanos ficariam tão desesperadamente pobres que, ou não se importariam ou estariam demasiado fracos para se oporem aos banqueiros.

Num inacreditável ímpeto de honestidade para um banqueiro, Nicholas Biddle admitiu que o banco ia tornar o dinheiro escasso para forçar o Congresso a restabelecer o Banco Central:

Nicholas Biddle: "Só um sofrimento generalizado produzirá algum efeito no Congresso… A nossa segurança está no prosseguimento de um rumo de restrição firme [de dinheiro] – a não tenho dúvida de que um tal rumo conduzirá no final ao novo licenciamento do Banco Central e ao restabelecimento da moeda [emitida pelo Banco]."

Que revelação impressionante. Aqui estava a verdade pura, revelada com uma clareza chocante. Biddle pretendia usar o poder da contracção do dinheiro do Banco para causar uma depressão massiva até que a América cedesse.

Infelizmente, isto aconteceu repetidamente através da história dos Estados Unidos e está prestes a acontecer novamente no mundo de hoje. O Banco contraiu severamente a oferta de moeda pedindo a devolução de todos os empréstimos e recusando conceder novos.

Um pânico financeiro sobreveio, seguido por uma profunda depressão. Salários e preços afundaram-se, o desemprego disparou assim como as falências das empresas. A nação entrou rapidamente em alvoroço.

Em 1866, havia 18 mil milhões de dólares em circulação nos Estados Unidos, cerca de 50,46 dólares per capita. Só no ano de 1867, quinhentos mil milhões de dólares foram retirados de circulação.

Dez anos depois, a oferta de moeda tinha sido reduzida para 6 mil milhões de dólares. Por outras palavras, dois terços do dinheiro da América tinham sido retirados pelos banqueiros. Apenas se mantinham em circulação 14,60 dólares per capita.

Dez anos mais tarde, a oferta de moeda tinha sido reduzida para apenas 4 mil milhões de dólares. Isto pese embora a população americana tivesse disparado. O resultado foi que apenas se mantinham em circulação 6,67 dólares per capita. Uma perda de 700% no poder de compra num período de 20 anos.




Os economistas de hoje tentam vender a ideia de que as recessões e as depressões são parte natural de uma coisa a que chamam ciclo económico. A verdade é que oferta de moeda de que dispomos é manipulada hoje tal como era antes e depois da Guerra Civil Americana.

Como é que isto aconteceu? Como é que o dinheiro se tornou tão escasso? Simples: o banco exige o pagamento dos empréstimos e não são concedidos nenhuns novos.

Apenas três anos depois, em 1876, com um terço da força de trabalho norte-americana desempregada, a população estava a ficar revoltada. Queriam qualquer coisa que tornasse o dinheiro mais abundante.

Nesse ano o relatório da Comissão do Congresso culpou claramente os banqueiros nacionais da contracção monetária. O relatório é interessante, porque compara a contracção monetária deliberada pelos os banqueiros nacionais depois da Guerra Civil com a queda do Império Romano:

"O desastre da Idade das Trevas [Idade Média] foi causado pela diminuição do dinheiro e pela queda dos preços... Sem dinheiro, a civilização não podia ter nascido e, com a oferta de dinheiro a diminuir, a civilização degenera e se não for socorrida, finalmente morre."




"Na Era Cristã o dinheiro metálico no Império Romano chegava aos $1.800.000.000. No fim do século XV tinha diminuído para menos de $200.000.000… A história não regista nenhuma transição tão desastrosa como a do Império Romano para a Idade Média."

Três anos mais tarde o povo americano elegeu o republicano James Garfield para presidente. Garfield compreendeu como a economia estava a ser manipulada. Depois de ter tomado posse ele acusou os Senhores do Dinheiro publicamente em 1881:

"Quem quer que controle o volume de dinheiro em qualquer país, é senhor absoluto de toda a indústria e comércio… e quando se compreende que todo o sistema é facilmente controlado, de uma forma ou de outra, por alguns poucos homens poderosos no topo, não precisamos que nos digam como é que os períodos de inflação e depressão são originados."

Infelizmente, poucas semanas depois de ter feito esta declaração, a 2 de Julho de 1881 Garfield foi assassinado. Como disse o prémio Nobel Milton Friedman:

"A reserva de dinheiro, preços e produtividade ficou decididamente muito mais instável depois da instituição do Sistema de Reserva Federal [Banco Central norte-americano] do que antes. O mais dramático período de instabilidade na produtividade foi, obviamente, entre as duas Guerras, que incluem as violentas contracções monetárias de 1920-21, 1929-33, e 1937-38. Nenhum outro período de 20 anos na história americana contém três tão graves contracções."

"Este facto convenceu-me que pelo menos um terço da subida de preços durante e depois da I Guerra Mundial é atribuível à fundação do Sistema de Reserva Federal [Banco Central norte-americano]... e que a gravidade de cada uma das maiores contracções monetárias é directamente atribuível aos actos de concessão e omissão dos directores da Reserva Federal... "

"Qualquer sistema que dá tanto poder e tanta liberdade de acção a alguns poucos homens, de tal forma que os erros – desculpáveis ou não – possam ter efeitos tão vastos, é um mau sistema. Se é um mau sistema para os que acreditam na liberdade porque dá tanto poder a uns poucos homens sem qualquer controlo do poder político – este é o argumento político chave contra um banco central independente..."

"Para parafrasear Clemenceau: "o dinheiro é um assunto demasiado sério para ser entregue aos banqueiros centrais."

terça-feira, janeiro 10, 2017

O avanço tecnológico e o fim dos empregos


Revista Visão - 03.01.2017

Os 2000 cidadãos, escolhidos aleatoriamente entre os que recebiam subsídio de desemprego, passam a receber um rendimento base de 560 euros por mês, dinheiro que é garantido mesmo se as pessoas arranjarem entretanto um emprego. O valor não será tributado.

O programa inicial, que serve de experiência, está previsto que dure 2 anos, mas se for bem sucedido será alargado a todos os adultos finlandeses. O governo pensa que a iniciativa poderá economizar dinheiro a longo prazo. O sistema de previdência social do país é complexo e dispendioso e sua simplificação poderá reduzir a burocracia. Por outro lado, também poderá incentivar os desempregados a procurar trabalho, porque agora não têm de preocupar-se com a perda de benefícios de desemprego caso arranjem um emprego. Actualmente alguns desempregados evitam trabalhos a tempo parcial, ou mal pagos, porque lhes retira automaticamente os benefícios de desemprego, acabando por não compensar procurar um emprego.

"Os lucros incidentes não reduzem o rendimento base, de modo que trabalhar e... trabalhar por conta própria vale a pena, não importa o quê", disse Marjukka Turunen, chefe da unidade jurídica da Kela, agência de previdência social da Finlândia.

A ideia não é exclusiva da Finlândia. A cidade italiana de Livorno começou a distribuir um rendimento base pelas 100 famílias mais pobres da cidade em junho, número que foi alargado a mais 100 famílias este último domingo.

Programas-piloto também estão a ser discutidos no Canadá, Islândia, Uganda e Brasil. A Suíça, no ano passado, considerou dar a cada adulto um rendimento garantido de 2.500 dólares por mês, mas o plano foi rejeitado em referendo – mais de 75% dos eleitores votaram contra a medida.

Um dos exemplos de um programa de rendimento garantido vem dos Estados Unidos. O Alasca faz pagamentos anuais a todos os residentes desde a década de 80, através de um dividendo da receita petrolífera do estado. O BIEN, um grupo que defende o rendimento universal, descreve-o como o primeiro "sistema genuíno de rendimento base universal".


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A Tecnologia está a mudar tudo. O ritmo de desenvolvimento tecnológico é extremamente rápido e afecta todos os aspectos da vida humana - não apenas os aspectos económicos e sociais, mas também a natureza do ser humano como espécie. Este é o resultado do desenvolvimento da inteligência artificial, da robotização e do potencial de instrumentação genética, médica e biológica e outras novas tecnologias semelhantes. A questão não será o que as máquinas podem fazer, mas o que devem fazer. Se as máquinas podem fazer o trabalho que fazemos hoje, que papel iremos desempenhar como seres humanos?

Vivemos hoje num mundo cada vez mais absurdo sob o ponto de vista económico. Um mundo que possui uma capacidade cada vez maior de produção, mas que produz cada vez menos. E produz cada vez menos, porque a capacidade de poder de compra tem vindo a diminuir. Um paradoxo que se tem vindo a revelar crescentemente desastroso.


As teses de renomados economistas, que assentam no homem como principal factor produtivo, estão cada vez mais desfasadas de uma realidade tecnológica em evolução exponencial:

(Da esquerda para a direita, os economistas:) John Maynard Keynes, Friedrich Hayek, Milton Friedman, Ludwig von Mises, Paul Krugman, John Kenneth Galbraith e Joseph Stiglitz.

1 – O mundo de hoje continua cegamente a seguir práticas económicas de há muitas décadas atrás. Um mundo em que o Homem era a grande força motriz da produção, fosse na agricultura, na indústria ou nos serviços. Ao deixar de o ser, ao alterar-se este paradigma, as práticas económicas que teimam em continuar a ser seguidas, mostram-se completamente contraproducentes.

2 – Desde o começo da revolução industrial, a tecnologia tem vindo a substituir o homem nas actividades mais pesadas e repetitivas. Mas, ao mesmo tempo que a tecnologia destruía empregos, ia criando novas actividades que absorviam esse desemprego.

3 – Este processo, em que a tecnologia ia criando novos empregos à medida que destruía outros, começou a deixar de funcionar por volta da década de 1980 nos países mais desenvolvidos (coincidente com o aparecimento da informática). As novas actividades que a tecnologia criava começavam também a ser desempenhadas mais eficientemente pelas máquinas. E o desemprego começou a crescer imparavelmente.



Automação

4 – A tecnologia está a evoluir de forma exponencial em todos os campos. A robotização, a automação, a informatização, a inteligência artificial, as telecomunicações, etc. estão, cada vez mais, a substituir o homem em todos os aspectos da produção.

5 – Ao afastar o homem do processo produtivo, a tecnologia está também a acabar com os empregos e, portanto, com os salários. E, na actual economia, não havendo salários, não há poder de compra. Sem poder de compra, não há vendas. Sem vendas, não há lucros. E sem lucros, não há incentivo para a produção privada.

6 – E aqui chegamos ao absurdo em que o homem precisa de todo o tipo de bens para viver, a tecnologia tem uma capacidade crescente de os produzir sozinha, mas produz-se cada vez menos porque a esmagadora maioria da produção é feita por privados e estes já não têm incentivo para produzir –> porque não conseguem vender -> porque não há poder de compra -> porque não há salários -> porque não há empregos.

7 – Se uma máquina consegue produzir sozinha (sem interferência humana), então é igualmente eficaz a produzir sendo privada ou sendo propriedade pública.


Uma empresa privada fecha as suas portas porque, embora esteja 100% apta a produzir e os seus produtos sejam necessários, como as pessoas estão desempregadas, porque foram substituídas por máquinas, não têm salários e, portanto, não têm dinheiro para comprar os produtos dessa empresa:




8 – Se a tecnologia privada deixa de produzir por falta de incentivos (porque não vende), então toda a tecnologia produtiva tem de ser socializada. E, deste modo, a tecnologia pública produzirá o máximo de bens e serviços, o mais eficazmente possível, para atender às necessidades da comunidade.

9 – Para que as pessoas possam adquirir os produtos de que têm necessidade, e enquanto a capacidade produtiva não puder proporcionar tudo a todos, a comunidade distribuirá uma semanada ou uma mesada igual para todos.

10 – O Homem poderá libertar-se finalmente das grilhetas do trabalho para viver e dedicar-se aos passatempos que desejar.


segunda-feira, janeiro 09, 2017

Os poucos que controlam o dinheiro, controlam tudo...

Nós controlamos o dinheiro que controla as vossas vidas, enquanto vocês adoram falsos ídolos e não pensam duas vezes… Nós temos a arma da televisão global… Vocês acreditam genuinamente que nós temos os vossos interesses em mente… Nós deturpamos o jogo. Compramos ambos os lados para vos manter escravos nas vossas tristes vidas… O poder real reside nas mãos de uns poucos... Vocês votaram em partidos. Que mais poderiam fazer?... Mas o que vocês não sabem é que eles [os partidos] são apenas um e o mesmo… Não vêem que faz tudo parte de um jogo… A supressão da informação manter-vos-á em sentido… Continuem a ver as vossas televisões e o mundo será governado por aqueles que vocês não podem ver…



https://youtu.be/gMQ9Akw2Gc8?list=UUy59JAPvjwxC36pgXGLSd_g

quinta-feira, janeiro 05, 2017

De como, em apenas três meses, «recalculando as imparidades», a Caixa Geral de Depósitos passou de uma situação financeira normal para a necessidade de uma recapitalização de cinco mil milhões de euros…


Toda a «controvérsia» sobre a «declaração do património e os rendimentos auferidos» por António Domingues e a sua equipa, enquanto estiveram à frente da Caixa Geral de Depósitos (16/04/2016 - 27/11/2016), teve como único objectivo lançar uma cortina de fumo sobre a "manobra" de transformar «imparidades» [crédito malparado] insignificantes na necessidade de uma recapitalização de cinco mil milhões de euros…



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Texto de Ricardo Araújo Pereira

Revista Visão – 16/10/2008

A banca nacionalizou o Governo

A troco de apenas algum dinheiro, os bancos emprestam-nos o nosso próprio dinheiro para que possamos fazer com ele o que quisermos. A nobreza desta atitude dos bancos deve ser sublinhada

Quando, no passado domingo, o Ministério das Finanças anunciou que o Governo vai prestar uma garantia de 20 mil milhões de euros aos bancos até ao fim do ano, respirei de alívio. Em tempos de gravíssima crise mundial, devemos ajudar quem mais precisa. E se há alguém que precisa de ajuda são os banqueiros. De acordo com notícias de Agosto deste ano, Portugal foi o país da Zona Euro em que as margens de lucro dos bancos mais aumentaram desde o início da crise. Segundo notícias de Agosto de 2007, os lucros dos quatro maiores bancos privados atingiram 1,137 mil milhões de euros, só no primeiro semestre desse ano, o que representava um aumento de 23% relativamente aos lucros dos mesmos bancos em igual período do ano anterior. Como é que esta gente estava a conseguir fazer face à crise sem a ajuda do Estado é, para mim, um mistério.

A partir de agora, porém, o Governo disponibiliza aos bancos dinheiro dos nossos impostos. Significa isto que eu, como contribuinte, sou fiador do banco que é meu credor. Financio o banco que me financia a mim. Não sei se o leitor está a conseguir captar toda a profundidade deste raciocínio. Eu consegui, mas tive de pensar muito e fiquei com dor de cabeça. Ou muito me engano ou o que se passa é o seguinte: os contribuintes emprestam o seu dinheiro aos bancos sem cobrar nada, e depois os bancos emprestam o mesmo dinheiro aos contribuintes, mas cobrando simpáticas taxas de juro. A troco de apenas algum dinheiro, os bancos emprestam-nos o nosso próprio dinheiro para que possamos fazer com ele o que quisermos. A nobreza desta atitude dos bancos deve ser sublinhada.

Tendo em conta que, depois de anos de lucros colossais, a banca precisa de ajuda, há quem receie que os bancos voltem a não saber gerir este dinheiro garantido pelo Estado. Mas eu sei que as instituições bancárias aprenderam a sua lição e vão aplicar ajuizadamente a ajuda do Governo. Tenho a certeza de que os bancos vão usar pelo menos parte desse dinheiro para devolver aos clientes aqueles arredondamentos que foram fazendo indevidamente no crédito à habitação, por exemplo, e que ascendem a vários milhares de euros no final de cada empréstimo. Essa será, sem dúvida nenhuma, uma prioridade. Vivemos tempos difíceis, e julgo que todos, sem excepção, temos de dar as mãos. Por mim, dou as mãos aos bancos. Assim que eles tirarem as mãos do meu bolso, dou mesmo.

segunda-feira, janeiro 02, 2017

Um professor de história judeu explica de que forma os israelitas têm procedido à limpeza étnica dos palestinianos...

The New Observer - 3/7/2014
Crianças palestinianas mortas em resultado de bombardeamentos israelitas na Faixa de Gaza.


Ilan Pappé é um historiador israelita que foi docente em Ciências Políticas até 2007 na sua cidade natal, na Universidade de Haifa. Foi obrigado a abandonar Israel após repetidas ameaças de morte contra si e a sua família. Hoje, é professor na Universidade de Exeter, em Inglaterra.

Ilan Pappe: "A ideia de eliminar da Palestina a sua população nativa, os árabes, surgiu como um conceito claro nos anos 1930. Foi idealizada por David Ben Gurion, que se tornou primeiro-ministro de Israel. Na época, líder da comunidade judaica na Palestina de 1948, antes de Israel existir."

"No entanto, a ideia de como traduzir esse desejo, essa estratégia, num plano, só se desenvolveu depois da Segunda Guerra Mundial. Na realidade, o primeiro passo foi fazer um registo de todas as aldeias palestinianas. É um registo espantoso. Quando o vi pela primeira vez mal podia acreditar. Era tão meticuloso que mostrava em detalhe quantas árvores de fruto havia em cada aldeia e que tipos de fruto dava cada uma delas, além, é claro, dos poços que havia, e da qualidade dos solos das aldeias. Foi um levantamento completo da futura propriedade do estado judeu."


quinta-feira, dezembro 29, 2016

O verdadeiro Terrorismo


Surpreendente discurso de Mike Prysner, um veterano de guerra do Iraque

"Disseram-nos que lutávamos contra terroristas, mas o verdadeiro terrorista era eu. E o verdadeiro terrorismo é a ocupação (do Iraque) … Aqueles que nos enviam para a Guerra não têm de puxar o gatilho ou disparar um morteiro … Não têm que lutar nesta guerra, apenas vendê-la … Precisam de um público disposto a enviar e a colocar os seus soldados em perigo … Soldados dispostos a matar e a serem mortos sem perguntar porquê…"

"E a classe dominante de bilionários que lucra com o sofrimento humano, só se preocupa em expandir a sua riqueza e controlar a economia do mundo… Compreendem que o seu poder só reside na sua capacidade de convencer que a guerra, a opressão e a exploração é do nosso interesse … Eles percebem que a sua riqueza depende da sua capacidade de nos convencer a matar e a morrer para controlar a economia de outro país … Os nossos soldados têm mais em comum com o povo do Iraque do que com os bilionários que nos enviam para a guerra…"

"Os nossos verdadeiros inimigos não estão num país distante. E não são pessoas cujos nomes não conhecemos e culturas que não entendemos. Os inimigos são pessoas que conhecemos muito bem e que podemos identificar. O inimigo é um sistema que declara guerra quando tal lhe é rentável. Os inimigos são os chefes executivos que nos demitem dos nossos empregos quando tal lhes é rentável. São as companhias de seguros que nos negam assistência médica quando tal lhes é rentável. São os bancos que expropriam as nossas casas quando tal lhes é rentável…"



https://youtu.be/SGsXRTZlGxs

quarta-feira, dezembro 21, 2016

Sobre os atentados terroristas islâmicos que se têm abatido em catadupa sobre a Europa

Mais um atentado terrorista islâmico aconteceu ontem em Berlim. Mas relembremos a extraordinária coincidência que se deu no atentado terrorista islâmico em Londres a 7 de Julho de 2005. O Diário de Notícias afirmava:

«Aquilo que todos os britânicos temiam aconteceu no dia 7 de Julho de 2005. Ao início da manhã, três bombas explodiram na rede de metro e num autocarro de Londres, fazendo mais de meia centena de mortos e pelo menos sete centenas de feridos.»

«Na origem daqueles que foram os piores atentados no Reino Unido desde Lockerbie, em 1988, estiveram quatro extremistas islâmicos que actuaram como bombistas suicidas. Alguns deles tinham estado recentemente a receber instruções em madrassas paquistanesas. Alguns dias mais tarde, a 21 de Julho, outros extremistas tentaram repetir o ataque. Foram mal sucedidos e acabaram presos, uns em Londres, outros em Birmingham, mas também em Roma, na Itália, à luz do mandado de captura europeu.»


Mas parece que no atentado terrorista islâmico em Londres
aconteceu uma espantosa coincidência:

Peter Power

O diálogo seguinte teve lugar na tarde do dia dos atentados (7 de Julho de 2005) na rádio BBC 5.

O repórter da BBC entrevistou Peter Power, Director Chefe da empresa Visor Consultants, que se define a si própria como uma empresa de consultoria para a “gestão de crises”. Power é um ex-funcionário da Scotland Yard:

PETER POWER: Às nove e meia da manhã estávamos efectivamente a realizar um exercício, utilizando mais de mil pessoas, em Londres, exercício esse baseado na hipótese de acontecerem explosões simultâneas de bombas, precisamente nas estações de metro onde elas aconteceram esta manhã, por isso ainda estou estupefacto.

BBC: Sejamos claros, você estava e efectuar um exercício para testar se estavam à altura de um acontecimento destes, e ele [o atentado] aconteceu enquanto faziam o exercício?

PETER POWER: Exactamente, e foi cerca das nove e meia da manhã. Nós planeámos isto para uma empresa, que por razões óbvias não vou revelar o nome, mas eles estão a ouvir e vão sabê-lo. Estava numa sala cheia de gestores de crises e, em menos de cinco minutos, chegámos à conclusão que aquilo era real, e portanto passámos dos procedimentos de exercícios de crise para uma situação real.



segunda-feira, dezembro 19, 2016

Em três meses António Domingues terá feito passar os resultados da CGD de um prejuízo de apenas 189,3 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano para 3000 milhões de euros no conjunto do ano de 2016

Passos Coelho, Maria Luís Albuquerque, António Domingues, António Centeno e António Costa


A recapitalização da CGD pode ser o maior crime que a esquerda cometeu em 40 anos. Se for o que parece que é – limpar as dívidas de umas empresas amigas do regime – é um crime. O valor de garantir que estes donos destas empresas não perdem o seu dinheiro corresponde a retirar-nos a nós mais de metade do orçamento do SNS. Não há como pagar professores, médicos, lazer, informação pública, espaços e estruturas públicas, se se pagar esse dinheiro desses cavalheiros que a CGD deu sem garantias. (Vídeo - 1:44m).



Jornal Público - Opinião - Vítor Costa - 5 de Dezembro de 2016

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) deverá apresentar prejuízos de quase 3000 milhões de euros em 2016, segundo o plano estratégico do banco a que o Expresso teve acesso e divulgou no passado sábado.

O dito plano é da responsabilidade do ainda presidente da CGD, António Domingues, o líder mais rápido da Caixa de que há memória: entrou a 31 de Agosto e já tem data de saída, 31 de Dezembro.

Em três meses terá feito passar os resultados da CGD de um prejuízo de apenas 189,3 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano para 3000 milhões de euros no conjunto do ano.

Estes são os factos conhecidos. São números impressionantes. São números demasiado impressionantes para que ninguém os explique. [...] Mas para que tal aconteça terá de entrar dinheiro na Caixa. Muito dinheiro. Dinheiro dos contribuintes. E também por isso deveria haver mais explicações.


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Jornal Expresso - Pedro Santos - Guerreiro - 5 de Dezembro de 2016

Com as mesmas contas, auditadas e vistas pelo Banco de Portugal, uma gestão quis mil milhões e outra o quíntuplo. Como?

Esta pergunta dava o mote a uma notícia do semanário Expresso publicada a 5 de novembro de 2016. Um mês depois, nos encontros Eco Talks, Pedro Passos Coelho questionou o papel dos auditores no aumento de capital do banco público. No fim-de-semana, no Correio da Manhã, Paulo Morais levantou a mesma questão. Ambos questionando a necessidade de o aumento de capital ser tão elevado, 5,1 mil milhões de euros.

A questão é simples: se António Domingues usou apenas informação pública, como é que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) passa de um relatório e contas, assinado pela anterior administração, que diz que o balanço é sólido e não refere necessidades de capital para, perante as mesmas contas, reclamar necessidades de €5 mil milhões? Como se tiram conclusões tão distantes se as contas são as mesmas? Se as contas têm o mesmo auditor? E se ambas foram entregues no Banco de Portugal (BdP)?

O então novo presidente da CGD calculou as necessidades de capital e apresentou-as ao Banco Central Europeu e à Direção-Geral de Concorrência (DG Comp, organismo da Comissão Europeia) ainda antes de entrar no banco público. Fê-lo, como já garantiu, com base em informação pública. E esta consta nos relatórios e contas do banco.

Nesses relatórios, a anterior administração, liderada por José de Matos, não fala de necessidades de aumento de capital. E mesmo que, como o Expresso então noticiou, delas tenha falado com dois governos (o de Passos e o de Costa), os valores em causa eram muito inferiores. Ou a anterior administração calculou "por baixo" ou a nova administração pediu "por cima".


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Os bancos pedem dinheiro emprestado ao Banco Central Europeu a juros próximos dos 0%, e depois emprestam esse dinheiro aos Estados, Empresas e Famílias a juros de 5%, 7%, 10%, 15%, 20%, etc. Não contente com esta fraude monstruosa, só possível a um Monopólio do Crédito que resguarda os bancos de terem qualquer prejuízo, estas "instituições" sugam ainda mais os cidadãos exigindo ajudas (recapitalizações) no valor de milhares de milhões de euros aos Estados, que «os nossos representantes» políticos, demasiado solícitos, se aprestam a satisfazer...